Os testes de vigilância ambiental podem ajudar a manter a segurança de funcionários, pacientes e residentes

Foi a partir de dezembro de 2019, que o Coronavírus (SARS-CoV-2) se espalhou por 214 países, causando estragos numa escala global, devastando economias e tirando milhares de vidas.

Os testes de vigilância ambiental podem ajudar a manter a segurança de funcionários, pacientes e residentes

Manter a nossa sociedade aberta – para melhorar a situação económica, social e mental – exigirá uma tomada de decisão informada, apoiada em provas científicas.

Como pode o sector da saúde fazer uma transição com segurança para o “novo normal”? Embora os esforços de distanciamento social tenham ajudado a diminuir a transmissão do vírus, é necessário concentrar os esforços em testes e no controlo dos ambientes com os quais entramos em contacto.

Neste artigo, vamos falar sobre o que são os testes de vigilância ambiental, porque é que são importantes e como pode usá-los para ajudar a manter os seus funcionários, pacientes e residentes seguros.

O que são testes de vigilância ambiental?

Os testes de vigilância ambiental usam os mesmos métodos dos testes clínicos e diagnósticos de COVID-19, para identificar o SARS-CoV-2 no ambiente. Esta tecnologia quantitativa de reação em cadeia da polimerase (qPCR) utiliza o mesmo padrão-ouro de diagnósticos clínicos, mas aplicada para detetar a presença viral e o risco de exposição em ambientes interiores.

Este método de teste não é novo, tem sido usado por décadas para monitorizar patógenos e ameaças biológicas em indústrias como saúde e produção de alimentos. Esses mesmos métodos de teste rápidos e de confiança estão agora disponíveis para quantificar o risco de SARS-CoV-2 em quase todas as superfícies com as quais os humanos entram em contacto (por exemplo, botões, maçanetas, casas-de-banho, etc.).

Como pode ser usado no sector da saúde?

Testes de vigilância ambiental são, atualmente, ferramentas integrais, onde tudo o que tocamos e o ar que respiramos representam uma potencial fonte de exposição. Ao identificar a presença persistente de SARS-CoV-2 nas superfícies em locais onde vivemos, trabalhamos, aprendemos e nos divertimos, podemos ajudar a criar um caminho mais seguro para o futuro.

Validar a desinfeção

A desinfeção é um método comprovado para reduzir efetivamente o risco de exposição ao SARS-CoV-2 por meio de transmissão de superfícies.

Dito isso, há muitos fatores que afetarão a eficácia do desinfetante, incluindo tempo de contacto, tipo de superfície e técnica de limpeza. Além disso, existe apenas uma maneira comprovada de confirmar a eficácia desinfetante dos produtos, que é por meio de testes de verificação. A simples limpeza e desinfeção de áreas com alto risco de SARS-CoV-2 não é suficiente para garantir a mitigação do risco. Em mais lado nenhum isso é tão evidente do que em ambientes de saúde com a população mais vulnerável, como hospitais e lares.

Um exemplo que mostra o valor da monitorização ambiental ocorreu num lar de idosos nos EUA, em que 9 residentes tiveram teste positivo à COVID-19 em abril de 2020. Foi usada uma estratégia de monitorização ambiental para orientar a limpeza e desinfeção dos quartos contaminados, aproximadamente 4 dias após os residentes infetados terem sido transferidos para outro local. As amostras foram retiradas de vários locais em 4 salas, antes e depois da limpeza.

Após a limpeza com um produto ecológico de IPMP, o teste de verificação mostrou 92% dos locais com resultado positivo. Uma desinfeção adicional foi concluída com hidróxido de sódio, que eliminou o vírus em 8 das 9 amostras testadas. O protocolo descrito permitiu que a equipa de limpeza de risco biológico confirmasse com eficiência se a desinfeção foi bem-sucedida ou se outras ações seriam necessárias.

Não é possível saber se um programa de limpeza e desinfeção está a ter sucesso até receber confirmação com o teste de verificação. A verificação da desinfeção pode orientar as estratégias de limpeza e desinfeção, tornando-as mais eficazes e permitindo que se tomem decisões fundamentadas e informadas pela ciência.

Gestão de risco e conformidade

Já existem exemplos onde a monitorização ambiental do SARS-CoV-2, combinada com as melhores práticas de prevenção de doenças, pode melhorar os resultados e fornecer um alerta precoce de potenciais surtos.

Foi observado numa fábrica de processamento de carne onde ocorreu um surto em abril. A fábrica tinha mais de 90 casos em junho e foi forçada a cortar a produção em 50% e interromper as contratações devido ao surto. As inspeções de saúde mostraram que a fábrica estava 90% fora de conformidade com os códigos de saúde.

Depois de terem sido implementadas medidas adicionais de saúde, incluindo monitorização de vigilância ambiental SARS-CoV-2 em áreas críticas da fábrica, o surto foi controlado sem novos casos durante 26 dias, até que um trabalhador temporário deu positivo no início de julho. A empresa suspeita que o trabalhador contraiu o vírus fora da fábrica, dado que no local realizavam testes ambientais de SARS-CoV-2 semanalmente, juntamente com uma universidade local, e todas as amostras deram negativo.

O trabalhador infetado foi isolado e foi feito contact tracing para informar indivíduos próximos sobre o potencial de exposição. Os testes ambientais adicionais feitos nesta fábrica foram importantes para identificar antecipadamente um potencial surto e para informar as autoridades de saúde que a infeção não resultou da negligência da empresa ou da não conformidade com medidas de saúde.

O que aconteceria a esta fábrica se surgisse outro surto ou se o vírus não tivesse sido rapidamente detetado através de procedimentos de triagem e testes mais rigorosos? Talvez outra redução de 50% na produção ou encerrar por completo, devido a receios de um novo surto.

Identificação de portadores assintomáticos ou pré-sintomáticos

A ameaça de portadores assintomáticos ou desconhecidos, potencialmente iniciando clusters de infeção, é uma grande preocupação para a saúde e o bem-estar dos trabalhadores, assim como dos pacientes, residentes de lares e as suas famílias. A deteção de potenciais infeções pode ser realizada por meio de um programa de teste de vigilância ambiental SARS-CoV-2 adequadamente gerida usando qPCR para garantir que os esforços de identificação de doenças, distanciamento físico e protocolos de limpeza e desinfeção estejam a funcionar corretamente para prevenir a transmissão no local de trabalho.

Os testes de vigilância ambiental preenchem uma lacuna onde não é viável ou possível testar todos os funcionários todos os dias para SARS-CoV-2 e fornece um sinal de alerta precoce para o potencial risco de surto que está atualmente a faltar em muitas estratégias de reabertura. Os testes ambientais para SARS-CoV-2 permitem detetar potenciais surtos antes que estes se tornem num problema clínico.

Os nossos parceiros LuminUltra lançaram uma solução de teste ambiental que permite confirmar se uma superfície está segura, até 90 minutos a partir do momento da amostragem. Somos os únicos representantes oficiais em Portugal, contacte-nos hoje.

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