Detetar o SARS-CoV-2 em águas residuais

Novos detalhes sobre o SARS-CoV-2, o vírus que causa o COVID-19, parecem surgir diariamente.

Expansão de requisitos de teste

Uma descoberta preocupante, mas importante, é que o vírus viável pode ser recuperado de indivíduos pré-sintomáticos vários dias antes do aparecimento dos sintomas, assim como de indivíduos assintomáticos.

Este facto destaca a necessidade de programas eficazes de vigilância e de contact tracing, que incluam a identificação e o teste de indivíduos assintomáticos e pré-sintomáticos, para evitar uma maior disseminação.

Embora o contact tracing exija testes clínicos para aqueles que tiveram em contacto com indivíduos infectados, existem diferentes estratégias para uma abordagem mais holística de monitorização.

Testes clínicos de SARS-CoV-2

Um método é conduzir testes clínicos de rotina a uma porção da população. Poderá incluir testes diários de todos os funcionários num local de trabalho ou até mesmo em grupos maiores, como foi feito em Wuhan, China. Infelizmente, existem vários desafios com a implementação de testes em massa e, mesmo numa escala relativamente pequena, pode não ser prático manter o exercício durante um período prolongado.

Monitorização ambiental

Outra opção é conduzir o teste de grupo a nível geral (por exemplo, organizacional ou dentro de uma comunidade), que pode então ser usado para acionar testes individuais mais específicos, conforme necessário.

Um exemplo previamente destacado é a amostragem ambiental, onde áreas de alto contacto numa determinada instalação podem ser testadas para a presença do vírus. Se for detectado, o teste de acompanhamento pode ser concluído para identificar a fonte e evitar uma maior propagação.

Monitorização de águas residuais

A nível de comunidade, a monitorização de águas residuais tem-se revelado numa ferramenta potencialmente poderosa para identificar a disseminação. Investigadores na Holanda, Estados Unidos, Espanha e Austrália detectaram o vírus em amostras de águas residuais não tratadas. Algumas cidades têm ainda painéis que mostram a concentração de SARS-CoV-2 nas águas residuais do distrito.

Tem havido investigações sobre como a monitorização de águas residuais pode ser usada na detecção precoce de propagação pela comunidade. Há provas crescentes que apoiam o seu uso como um indicador precoce da doença.

Num estudo feito na Holanda, os investigadores foram capazes de detectar o vírus mesmo quando o número de casos era considerado baixo na comunidade. Na Itália, conseguiram detectar o vírus em velhas amostras de águas residuais, confirmando que apareceu pela primeira vez em dezembro de 2019, bem antes do surto ser detectado pela primeira vez.

Cientistas e especialistas médicos reconhecem o potencial da monitorização de águas residuais como uma ferramenta para combater a COVID-19. A 7 de julho, a Académie Nationale de Médecine em França recomendou que a monitorização de águas residuais deveria ser usada em França para monitorizar o SARS-CoV-2. Dada a necessidade de um grande número ferramentas (todas as que estiverem disponíveis), é provável que esta área continue a ser explorada para monitorizar a comunidade.

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