CONTROLO DE INFEÇÃO NO SETOR DA SAÚDE

Filtro legionella torneira
Filtro anti bacteriano para torneira

HOSPITAIS: CONTROLO DOS RISCOS BIOLÓGICOS EM PONTOS DE USO COM A FILTRAÇÃO TERMINAL

Os filtros FILT’RAY 2G são dispositivos médicos utilizados em estabelecimentos de saúde para esterilização da água. Esta esterilização dá-se através da filtração da água nos pontos de uso, chuveiros e torneiras, e podem ser instalados nem linha para lavagem de endoscópios. As doenças nosocomiais (ou patologias contraídas durante a internamento hospitalar) são objeto de vigilância acrescida nos estabelecimentos de saúde. É importante para as Unidades de Cuidados de Saúde que concentram pacientes ou pessoas vulneráveis ​​(crianças, idosos ou convalescentes, pacientes imunocomprometidos após um trauma, uma operação, uma doença, um tratamento, etc.) ter um controlo da água na sua instalação e poder mitigar a possível contaminação microbiológica da água. Tal facto representa um desafio permanente para centros hospitalares, clínicas privadas, acompanhamento de estabelecimentos e cuidados de reabilitação e estabelecimentos de alojamento para idosos dependentes.

RISCOS NOSOCOMIAIS
Nestes estabelecimentos, podem estar presentes na água da canalização microrganismos patogénicos e oportunistas que podem infetar os pacientes.

Esses germes podem ter as seguintes origens:
• Na rede de distribuição de água onde se dá a proliferação microbiológica (o caso mais frequente);
• Contaminação interna associada à introdução acidental de germes em pontos de uso pelos pacientes (retrocontaminação), em pontos técnicos por agentes de manutenção ou outros locais (falhas técnicas);
• Contaminação externa devido a poluição descontrolada ou distúrbios técnicos na rede pública de abastecimento.

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DOENÇAS NOSOCOMIAIS
Os microrganismos transportados pela água e passíveis de causar doenças nosocomiais são variados: bactérias, cianobactérias, micobactérias, protozoários (parasitas unicelulares), fungos, algas, vírus… As infecções causadas podem afetar:

• O sistema digestivo (disenteria, gastroenterite, síndromes gastrointestinais, etc.) devido à contaminação da água potável por microrganismos de origem fecal: bactérias (Salmonella, Shigella, Campylobacter, Yersinia), parasitas protozoários (Entamoeba, Giardia, Cryptosporidium) e vírus (rotavírus, enterovírus, hepatite A e E). Certas infecções também podem ser causadas por bactérias transmitidas pela água (Pseudomonas aeruginosa, Aeromonas hydrophila), particularmente em indivíduos frágeis, idosos ou indivíduos imunocomprometidos.
• O sistema Respiratósio (pneumopatias, micoses) associadas à inalação de aerossóis contaminados por bactérias (Legionella pneumophila, Pseudomonas aeruginosa, Acinetobacter baumanii), micobactérias atípicas (Mycobacterium kansasii e Mycobacterium avium em particular) e esporos fúngicos (Aspergillus sp.). A Legionella pneumophila pode ser particularmente grave em pessoas frágeis, imunocomprometidas e idosos. 
• Nas membranas cutâneas e mucosas devido ao contato direto ou manual com bactérias de veiculação hídrica (Pseudomonas aeruginosa, Flavobacterium sp., Acinetobacter sp., Enterobacter cloacae, Staphylococcus sp. Mycobacterium sp.). As consequências podem ser graves em pessoas debilitadas, imunocomprometidas ou idosas (sépsis).

VETORES DE CONTAMINAÇÃO DE ÁGUA
Os modos de transmissão de microrganismos são mais frequentemente associados a:

• Ingestão de água contaminada. Seja para uso alimentar ou médico, usada por cuidadores para medicamentos ou nutrição enteral;
• Inalação de aerossóis de água produzidos por chuveiros ou jatos ou hidromassagens, por ar condicionado nas instalações (torres de arrefecimento) ou por tratamentos médicos específicos;
• Contato direto com a pele danificada ou membranas mucosas da água usada por utentes para sua higiene pessoal ou por cuidadores para limpar feridas, lavar as mãos, enxaguar dispositivos médicos, etc.

CONTROLO DO RISCO DE LEGIONELLA EM HOSPITAIS: PROTEÇÃO DO UTENTE

Para a proteção dos utentes contra a infeção provocada por aerossóis contaminados transmitidos pela água, a WASE-ENGENHARIA fornece soluções de análise microbiológica rápida para controlar a qualidade da água usada no hospital, na ótica da manutenção preventiva para controlo do processo de prevenção da transmissão da doença. O controlo do risco de Legionella em redes de água sanitária é obrigatório em todos os estabelecimentos abertos ao público (ERP) desde 2018 em Portugal. As instalações em causa são aquelas que apresentam risco de proliferação e dispersão de aerossóis de água contaminados para a atmosfera, nomeadamente:

• Redes de água quente e fira sanitárias (AQS e AFS) equipadas com pontos de uso de risco: chuveiros, torneiras, etc. A dispersão de bactérias pode chegar a vários metros.

• Moinhos ou jatos de água e todas as atividades de lazer e tratamentos de fisioterapia para cuidado ou bem-estar relacionadas à água. A dispersão pode atingir várias dezenas de metros.

RISCO DE LEGIONELLA

As Legionellas são bactérias do gênero Legionella spp. naturalmente presentes no meio ambiente, em particular em ambientes hídricos.

Estas bactérias colonizam facilmente instalações de água que lhes oferecem condições favoráveis para o seu crescimento:

• Água estagnada ou re-circulada ocasionalmente (estabelecimentos sazonais, por exemplo);

• Uma temperatura entre 25 e 45 ° C (ótima em 32-35 ° C);

• Vestígios de oligoelementos (ferro, zinco);

• Contaminação biológica da rede por biofilmes ou protozoários, a Legionella é uma bactéria que vive em comunidade com outros microrganismos essenciais à sua sobrevivência e multiplicação (p. ex. Amoeba, um protozoário unicelular).

Estas bactérias irão proliferar de maneira privilegiada em redes de água quente que não estejam microbiologicamente controladas, particularmente em áreas onde a água é regularmente mantida a temperaturas mornas. A sua erradicação total representa um problema devido à sua resistência excepcional aos agentes desinfetantes e à dificuldade na remoção total do biofilme das condutas. O ideal será nunca deixar que se forme biofilme e que a Legionella não se instale, a única forma de o fazer é fazendo o controlo microbiológico de rotina na ótica da manutenção preventiva.

Uma vez formado o Biofilme, já só é possível mitigar o aparecimento da legionella apertando o controlo e os testes que se fazem (de preferência testes que dêm respostas rápidas, como o qPCR- GeneCount da Luminultra. O GeneCount deteta Legionella Spp e Legionella Pneumophila em menos de 2 horas. Este equipamento e kit de testes está preparado para poder ser utilizado pelo operador não sendo necessário ter experiência laboratorial para efetuar o teste.

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LEGIONELOSE

A transmissão da Legionella ocorre através da inalação de aerossóis e não pela ingestão de água contaminada. A inalação de microgotículas de água contaminadas (aerossóis) pode provocar a doença dos legionários e pode causar:

• Doença ligeira com o início de uma síndrome semelhante à gripe (febre de Pontiac);

• Uma doença grave, ou seja, uma pneumonia grave (legionelose) que pode levar à morte de pessoas vulneráveis ​​(15% dos casos). A legionelose é, portanto, uma doença de notificação obrigatória às autoridades de saúde sendo a sua taxa de mortalidade bastante elevada.

A gravidade da infecção depende da quantidade de microrganismos inalados, da virulência da estirpe bacteriana e do estado imunológico dos infectados. A espécie Legionella pneumophila do serogrupo 1 permanece de longe a mais comum.

RESISTÊNCIA AOS DESINFECTANTES

A aquisição de resistência da Legionella a agentes biocidas desinfetantes (até 50 mg / L de cloro às vezes) e choques térmicos (até 70 ° C às vezes) depende intimamente da presença de biofilme nas canalizações:

• Presença de biofilmes nos quais a Legionella encontra um ambiente ecológico perfeito. Portanto, as bactérias vão se estabelecer e reproduzir no biofilme e proliferarão sob a proteção da matriz orgânica.

• Microrganismos planctónicos (incluindo muitas espécies de protozoários: Amoeba, Naegleria, Acanthamoeba, Tetrahymena, etc.) nos quais a Legionella pode residir e se multiplicar na forma de cistos intracelulares.

Portanto, uma prevenção eficaz deve basear-se não apenas na eliminação da Legionella Planctónica, mas também na erradicação de biofilmes e protozoários planctónicos.

 

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